sexta-feira, 29 de maio de 2015











Planeta Água
Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte serena do mundo.
E que abre um profundo grotão.
Água que faz inocente riacho e deságua na corrente do ribeirão.
Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão.
Águas que banham aldeias e matam a sede da população.
Águas que caem das pedras no véu das cascatas, ronco de trovão.
E depois dormem tranquilas no leito dos lagos, no leito dos lagos.

Água dos igarapés, onde Iara, a mãe d'água é misteriosa canção.
Água que o sol evapora, pro céu vai embora, virar nuvem de algodão.
Gotas de água da chuva, alegre arco-íris sobre a plantação.
Gotas de água da chuva, tão tristes, são lágrimas na inundação.
Águas que movem moinhos são as mesmas águas que encharcam o chão.
E sempre voltam humildes pro fundo da terra, pro fundo da terra.


Terra, planeta água, Terra, planeta água, Terra, planeta água.

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